Hoje morreu, em minha opinião, modesta, sim, o talvez maior escritor brasileiro contemporâneo, o tal, o "sem estilo", como ele mesmo se auto-intitulava. Millôr foi grande em tudo que fez, no teatro, nos contos, na poesia, nas traduções, de Shakespeare, Molière, dos como ele brilhantes e capazes de figurarem para sempre na memória universal. Foi-se o seu tempo, ficam-nos as suas heranças. Gozemos das mesmas.
Poeminha Sem Muita Pressa
(de Millôr Fernandes)
Num piscar que mal se ouve
Num passar que mal se vê
Tictactictactictactictac
Um dia leva você