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18 novembro 2012

27, Calvin

        27 anos de Calvin e Haroldo. Para comemorar esse aniversário, deixo aqui uns poemas que Bill Watterson criou para o personagem (Calvin) que encontrei faz poucos dias no Depósito do Calvin.



Calvin começou há precisos 27 anos assim:

 
        Daí para cá, seguiram-se vários títulos, Há monstros debaixo da cama, A hora da vingança, Deu tilt no progresso científico, entre outros, coletâneas, publicações em jornais, todos fazendo um enorme sucesso, todos elevando Calvin ao estatuto de tira mais popular do mundo (esse título foi eu que atribuí rs), o menino perspicaz e inteligente, questionador e existencialista, que tem um tigre de pelúcia, Haroldo, com quem brinca e a quem atribui caraterísticas humanas como a fala. A isso juntou-se o talento de Bill Waterson, que à altura de Quino, pai de Mafalda, criou algo verdadeiramente excepcional e memorável.


09 agosto 2012

Coisa de macho


        9 de agosto, 67 anos depois de Nagasaki, atrocidade, evitável, lembro de Calvin brincando de guerra com Haroldo, coisa de macho, né?, pistola de água, silêncio, às suas posições, soldado!, ui!, e num repente um jato nos atinge o rosto, nos cega num reflexo, caímos lenta e teatralmente, morremos... Mas era água!, era água, era água, Calvin, e diz-me, não deviam ser assim todas as guerras?



02 julho 2012

Walter Ego

     Walter Ego é uma criação de Angeli. E não só. Diria eu. O mais Walter dos Walteres pode ser, sim, uma criação sua (ou não), mas quantos Walteres O Criador não terá dado ao mundo? Leia e reflita um pouquinho, depois me diga: quantos Walteres você conhece?







     Essa entrevista que se segue é uma delícia. Completamente Walteriana é capaz de o fazer walterizar-se para sempre. Tome cuidado!











     E aí, quantos? Nenhum?! Pôxa, isso é mentira! Ou será... Não! Você é um Walter! Lol

     *Essas tiras e entrevista são parte integrante do número dois da revista Chiclete com Banana.


     See You! 

20 junho 2012

Chiclete com Banana

     Meados de 90, por aí, era um rapaz com os meus quinze, dezesseis anos, descobri essa revista nas bancas da cidade, dei uma, duas folheadas, comprei, uma, duas, três leituras e AFE!, me viciei. Viciei de tal forma que depois passava, por vezes, uma tarde inteira procurando mais um número em Fnacs, livrarias, nas mais recônditas e inóspitas banquinhas de revistas, e quando achava, qual viciado em drogas, me refugiava no meu canto, sôfrego, ávido, lia, lia, Oh!, já terminou?!... Que desalento.
     Laerte, Angeli, Glauco, me maravilhavam com suas sarcásticas histórias, repletas de um humor cínico, meio non sense, meio avant-garde, meio incrivelmente lúcido e ao mesmo tempo de uma temporalidade bruta, ao mesmo tempo fora do tempo, como que demais para a época, afinal "o verdadeiro gênio tem o relógio adiantado em relação à plateia".
     Impossível esquecer personagens como Rê Bordosa, Bob Cuspe, Rhalah Rikota, Walter Ego, Mara Tara, os Skrotinhos, Meia Oito, Wood & Stock...

     Chiclete com Banana para mim era o máximo. Ainda é. Por isso, e porque acredito que não serei o único ser salivante à mínima menção que escuta da revista, começarei uma série de postagens com algumas histórias da mesma. Disfrutem.

     Começo com Rê Bordosa, da revista número um de Chiclete com Banana...


     E com o que os autores pensam logo de caras, no início da revista...



     ADORO!

     E tem mais... Podem assistir o filme Wood & Stock-Sexo, Orégano e Rock and Roll, baseado nas personagens de Angeli.



     See you!