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22 julho 2014

Do amor

   

        Fulano de tal ama sicrana. E o diz à boca cheia. Sicrana morre de amores por fulano. Quieta no seu canto, faceira. Fulano de tal quer casar com sicrana. Ah, é o seu sonho! Cartório e igreja. Sicrana anseia demais as bodas. Já só se imagina de noiva. Fulano de tal casa e tem um filho com sicrana. A cara do pai. Forte, bonito. Sicrana dá à luz um menino, filho de fulano. Ai, lindo, que risonho!      
        O amor é assim. Invariavelmente, fulanos e sicranas se enamoram. Às vezes, fulano se enamora de fulana, outras vezes sicrano de sicrana. Às vezes, fulana de fulana, outras vezes beltrano de beltrano. Namoram, fodem, fazem filhos. Adotam. Às vezes, são felizes. Outras vezes, são tristes. 
        Estúpido? Desculpe, é que eu amo. Uma sicrana que morre de amor por mim.

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